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Serviço Médico

Atenção redobrada

Após quase um ano de pandemia, milhões de infectados e milhares de óbitos no Brasil, médicos enfatizam que os cuidados para evitar contrair a covid-19 devem ser colocados em prática rigorosamente

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Os três pilares compostos por uso de máscara, distanciamento e higiene das mãos salvam vidas e não podem ser abandonados. Com a recente alta nos casos e o surgimento de nova variante do coronavírus, é fundamental a colaboração de todos.

Extremamente importante, a máscara serve para proteger não somente o próprio usuário, como as outras pessoas. “É inconcebível não usar máscara. Mas tem acontecido com pessoas egoístas que não se preocupam com os outros e com os negacionistas. Isso até que alguém da família fique doente”, diz o infectologista Caio Rosenthal.

Segundo ele, muitos jovens acham que não há necessidade de utilização da máscara por não correr riscos. O que não é verdade. Mesmo porque eles podem contaminar pais, avós e parentes próximos. Até mesmo quem contraiu a doença necessita se prevenir, pois, com o passar do tempo, não é mais possível detectar anticorpos no organismo.

Já os assintomáticos propagam o vírus sem saber. “É importante frisar que não existe um marcador para saber quem vai evoluir bem ou mal, após a contaminação.

Pessoas com doenças preexistentes como diabetes, hipertensão, câncer, asma, obesidade correm mais risco. No entanto, há muitos óbitos de jovens, esportistas e saudáveis, que não apresentam nenhuma comorbidade”, explica.

Há comprovação de que as gotículas expelidas pela boca são vetor de transmissão do novo coronavírus e podem chegar ao nariz e à boca de outras pessoas quando alguém fala, tosse, espirra, grita ou canta.

O espirro, por exemplo, pode alcançar até quatro metros de distância. E a máscara funciona como barreira para que as gotículas não atinjam quem estiver por perto. Mas para proteger, é preciso usá-la corretamente, na boca e no nariz, e seguir algumas recomendações:

– A máscara não deve ser usada por crianças com menos de 2 anos ou pessoas inconscientes, incapazes ou incapacitadas de removê-la sozinha do rosto; pessoas com problema respiratório como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou insuficiência cardíaca. Isso não significa permissão para sair sem máscara. Pelo contrário. É apenas mais um motivo para ficar em casa.

– Deve se ajustar corretamente no rosto, cobrindo boca e nariz, e sem apresentar fendas laterais. Precisa ser de algodão, com duas ou três camadas, respirável e com fios entrelaçados firmemente, de forma que, ao colocá-la contra a luz, não seja possível visualizar do outro lado.

– Não se deve usá-la se estiver grande, apertada ou solta, se for de plástico, couro, tricô e com uma camada apenas. As com válvula também são desaconselhadas, pois protegem apenas quem as usa, mas pode contaminar os outros.

– Há modelos com tecido nas laterais e transparentes na boca que devem ser usadas por deficientes auditivos, alunos que aprendem novo idioma e crianças em fase de aprendizagem. É preciso ter cuidado, pois tendem a acumular umidade. Além disso, não se pode dormir de máscara nem deixar que impeça a respiração.

– Face shield ou óculos não são recomendados e, quando utilizados, devem estar acompanhados da máscara tradicional.

– Ao fazer atividade física, o objeto pode dificultar a respiração. Nesse caso, o aconselhável é não se exercitar. Mas nunca deixar de usá-lo na Academia.

– Ao frequentar restaurantes, a máscara deve ser retirada na hora de comer, guardada em saco plástico e colocada novamente após a refeição. Não se deve deixá-la sobre a mesa ou em superfícies, que podem estar contaminadas caso alguém tenha espirrado por perto.

“É preciso ter consciência de que, para qualquer lugar que se vá, tem de utilizar a máscara. Os fiscais do Clube devem chamar a atenção de sócios que desobedeçam à regra. É para a segurança de todos”, afirma Rosenthal.

“É preciso lembrar que para tudo tem um preço. Infelizmente ninguém poderá se livrar da máscara tão cedo. E, junto com distanciamento e higiene das mãos, pode evitar o contágio”.


Distanciamento
O distanciamento continua sendo importante por conta das gotículas expelidas pela boca, que contêm o vírus quando uma pessoa está infectada. Uma vez que se mantém distância segura, maior que 1,5 m, o risco de contágio é menor.

Higiene das mãos
Lavar constantemente as mãos e utilizar álcool em gel é outra medida recomendada. “Atualmente já sabemos que não é necessário que a pessoa limpe a cadeira antes de sentar ou higienize as compras de supermercado. Mas continua sendo fundamental manter a higienização frequente das mãos, para não levar o vírus para boca ou nariz, portas de entrada da doença”, alerta o infectologista.


Medidas essenciais
De acordo com Alexandre Pompeo, 2º diretor Administrativo e responsável pelo Comitê Médico do Paulistano, a covid-19 é uma doença nova, e os profissionais ainda estão aprendendo com ela.

O uso de máscara, higiene das mãos e evitar aglomeração são regras fundamentais e obrigatórias, não só para diminuir o contágio, mas por empatia e respeito aos demais. “As medidas podem parecer autoritárias, mas são essenciais e é preciso respeitá-las”, diz.

“Apesar de tudo, acredito que esta epidemia deverá deixar um ‘legado bom’ para todos, que é o cuidado com o outro e uso de máscara quando estiver com gripe, como acontece na sociedade oriental. É a conscientização de que podemos prejudicar outras pessoas se transmitirmos doenças a elas”, explica.


Vacina

Após meses de espera, a vacina chegou ao Brasil. E todos, com exceção de gestantes e crianças, devem se vacinar. “A vacinação é uma luz no fim do túnel. É de suma importância para reduzir a velocidade da propagação do vírus, diminuir os casos graves da doença, apresenta poucos efeitos colaterais e é para um bem coletivo”, diz Alexandre Pompeo.

“Queremos evitar a situação que ocorreu em Manaus e em outros países e, se os associados não seguirem as recomendações, o Clube pode ter que dar um passo para trás”, afirma. “E, mesmo depois das duas doses, será preciso continuar com os cuidados”.

Ele prevê que a vacinação será periódica, igual à da gripe e, no futuro, sirva como passaporte para entrar em outros países, assim como acontece com a de febre amarela. A polêmica criada em torno da China é algo novo e injustificável.

“A China é a maior exportadora de insumos do mundo. Com certeza todos nós temos ‘um pedacinho dela’ no corpo com as vacinas que já tomamos”, avisa Caio Rosenthal.

A Coronavac foi aprovada pela Anvisa em caráter emergencial, com base em estudos feitos no Brasil com uma população específica e em determinada faixa etária.

“Os testes realizaram-se com profissionais da saúde que trabalham em hospitais e, se a Coronavac mostrou eficácia de 50% com quem tem contato direto com o vírus o tempo todo, ela é ainda mais eficaz com a população em geral, que não está tão exposta”, explica.

“Dos voluntários vacinados, não houve nenhuma morte, e quem foi contaminado apresentou formas leves da covid-19, e aí sim podemos falar em resfriadinho. A vacina é excelente e todos devem tomar para não morrer”, diz ele, lembrando que os cuidados de máscara, distanciamento e higiene devem permanecer ainda durante muito tempo, até o país conseguir a imunidade de rebanho, com mais de 50% da população vacinada.

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