Professor Nei Dias (11) 7800-9353
- Terapeuta em Psicanálise
- Formado em Educação Física
- Faixa preta desde 2002 (formado pelo mestre Otavio de Almeida)
- Tricampeão Brasileiro
- Bicampeão Mundial
- Heptacampeão Paulista
- Equipe Barbosa Jiu-Jítsu
A Arte Suave do Jiu-Jítsu
Segundo alguns historiadores, monges budistas da Índia, preocupados com a autodefesa, desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas.
Com a expansão do budismo, a arte marcial percorreu o sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde se desenvolveu e recebeu o nome de jiu-jítsu, que significa a “arte suave”.
Se apareceu na Índia e foi aprimorada no Japão, a modalidade chegou a seu estágio máximo de perfeição no Brasil. A partir do final do século XIX, alguns mestres do jiu-jítsu migraram do Japão para outros continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará. No ano seguinte, conheceu Gastão Gracie.
Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta da modalidade e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês. Franzino por natureza, Carlos Gracie, aos 15 anos, encontrou no jiu-jítsu um meio de realização pessoal.
Aos 19, transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Depois, viajou para Belo Horizonte e São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio de Janeiro e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jítsu.
Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio, com 12. Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.
Também lhes transmitiu sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jítsu em sinônimo de saúde.
Imbuído de provar a superioridade do jiu-jítsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.
Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracies logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jítsu, muitos japoneses vieram para o Rio de Janeiro.
Ao modificar as regras internacionais do jiu-jítsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial.
Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada jiu-jítsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.
Fonte: Confederação Brasileira
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