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Natação

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Clique aqui para ver a grade dos horários em pdf.

Sócios-Responsáveis - Carlos Alberto Sergenti (Natação), Regina Alves Sanroman Baeta Medina (Natação Master) e Maria Augusta Ribeiro Barbosa (Natação/piscina coberta)


Um Esportes para Todos

A natação é uma das modalidades mais completas. Além de desenvolver o condicionamento cardiorrespiratório, aprimora capacidades físicas e motoras, como resistência, força, velocidade, coordenação e agilidade.

Os praticantes têm o poder de raciocínio ampliado e ganham a oportunidade de sociabilizar com outros atletas. A natação ainda se destaca por uma característica fundamental: pode ser praticada em todas as idades, sem contraindicações.

No Paulistano, os alunos mais novos têm apenas 3 anos. Os jovens sócios tomam aulas na piscina coberta, onde o objetivo é a adaptação ao meio líquido (perder o medo da água) e, de maneira lúdica, iniciar os movimentos básicos.

Os deslocamentos vão de cinco a dez metros. Aos 5 anos, as crianças vão para a Escola de Natação. Essa nova fase já é realizada na piscina externa, de 25 metros, em que é desenvolvido o condicionamento cardiorrespiratório por meio de exercícios simplificados, divididos em três níveis.

Primeiro, os alunos aprendem o movimento das pernas no crawl, o crawl na prancha, a iniciação do crawl sem prancha e o movimento de pernas no estilo costas, numa metragem aproximada de 400 metros.

No segundo nível, são desenvolvidos completamente os nados crawl e costas, em treinos de cerca de 600 metros. No último nível, os nados crawl e costas continuam sendo trabalhados e os alunos têm a iniciação dos movimentos de perna no nado peito, numa metragem de 800 metros, em média.

Ao sair da Escola de Natação, independentemente da idade, o sócio chega ao aperfeiçoamento, no qual os nados crawl, costas e peito são aprimorados tecnicamente e o borboleta é ensinado. As saídas, viradas e mergulhos também são explorados nos treinos de aproximadamente 1.200 metros.

Passadas as etapas de aprendizado, em que as atividades lúdicas ainda têm importante espaço, os praticantes são encaminhados a um novo momento, em busca de melhor performance.

Os jovens passam para o treinamento competitivo, em que os treinos são mais intensos, em piscina de 50 metros, e realizados em mais dias por semana. Os nadadores são divididos em categorias de acordo com sua idade, desde o pré-mirim, para quem tem até 8 anos, até o sênior, para os que passaram dos 20.

Nesse ponto, os atletas já participam de campeonatos importantes, como regionais, paulistas, brasileiros e sul-americanos. A metragem dos treinos pode chegar a 10 mil metros, dependendo da faixa etária.

É importante ressaltar que os nadadores que não desejam entrar em caráter competitivo também encontram diversos horários no Paulistano, para aprimoramento físico e técnico.

Após todas essas categorias, chega a vez do mâster, para os que seguem nadando a partir de 25 anos, sem limite de idade. Os integrantes dessa equipe recebem treinos que visam melhor condicionamento físico ou participação em competições e campeonatos oficiais. A metragem das atividades varia entre 2 mil e 5 mil metros.

Procure a Secretaria de Esportes ou professores de natação e encontre a melhor turma e horário para praticar.

Atleta até Debaixo D’água

Estudos apontam que a natação, um dos esportes mais completos e benéficos, tenha surgido ainda no início da humanidade, quando o homem, ao observar animais terrestres dentro de rios e lagos, também aprendeu a se locomover na água.

Pinturas pré-históricas de cerca de 5 mil a.C. mostram homens nadando. Os primeiros livros sobre natação apareceram apenas no século XVI; tratavam a prática da modalidade como algo muito importante na formação e educação, e explicavam as técnicas e os movimentos.

As primeiras competições aconteceram no início do século XIX, na Europa, onde, quase que exclusivamente, apenas o nado peito era utilizado. Em 1844, porém, americanos nativos ganharam facilmente uma prova organizada em Londres, por nadarem uma variação do crawl, comum na América, África e Ilhas do Pacífico séculos antes.

Os europeus, mesmo derrotados, viram o estilo com estranheza, consideraram primitivo o ato de espirrar água e prefeririam continuar com o nado peito, em que mantinham a cabeça fora d’água por todo o tempo.

O crawl só passou a ganhar força na Europa 30 anos mais tarde. Nos primeiros Jogos Olímpicos, em Atenas, em 1896, provas masculinas da natação foram disputadas. O nado costas já existia na época e entrou nas competições dos Jogos de Paris, quatro anos mais tarde.

O borboleta surgiu na década de 1930, mas foi considerado uma variação do peito. Só se classificou como um estilo 20 anos depois e passou a ser disputado nos Jogos Olímpicos de 1956, em Melbourne, na Austrália. Em 1908, a Federação Internacional de Natação (Fina) foi criada em Manchester, na Inglaterra.

No Brasil

A primeira competição que se tem registro no País ocorreu em 1881, a travessia da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, entre Joaquim Antonio Souza, de 19 anos, de Niterói, e um relojoeiro alemão Theodor John, de 50.

Quatro anos depois, construiu-se a primeira piscina brasileira, às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pela Sociedade Ginástica Deutscher Turnverein.

A modalidade, entretanto, foi instituída oficialmente no Brasil em 31 de julho de 1897, data em que os clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí e Flamengo fundaram a União de Regatas Fluminense, na cidade do Rio de Janeiro.

A partir de 1914, a natação passa a ser promovida pela Confederação Brasileira de Desportos. A primeira piscina para competições foi construída em 1919, pelo Fluminense Football Club, no Rio de Janeiro.

Fonte: CBDA

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