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Boxe

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Mais do Que Luta

Desenhos encontrados indicam que homens trocavam socos em disputas atléticas há cerca de 5 mil anos, no norte da África e no Oriente Médio. As primeiras regras rudimentares para os combates teriam sido criadas por povos que viviam na região do Mar Mediterrâneo.

Na Antiguidade, os atletas já treinavam com luvas, mas, em lutas, apenas enfaixavam as mãos com tiras de couro. Foram os gregos, porém, que começaram a aproximar o boxe da modalidade praticada atualmente. Os espartanos usavam a atividade na preparação do exército e, em 688 a.C., o esporte foi incluído nas Olimpíadas gregas.

O boxe foi muito popular na Roma Antiga. A maioria dos lutadores eram escravos ou criminosos que sonhavam em ganhar a liberdade ao se tornarem campeões, mas o esporte também foi praticado por homens comuns, aristocratas e até mulheres.

Em 500, a modalidade foi banida por ser considerada um insulto a Deus, já que desfigurava a face humana. A atividade, porém, já havia se espalhado pela Europa e foi muito praticada desde então, principalmente pelas classes mais pobres.

Em 1743, o pugilista inglês Jack Broughton introduziu algumas importantes regras ao esporte, na tentativa de proteger os atletas. Nessa época, as lutas aconteciam dentro de bares, com prêmios em dinheiro, mas eram ilegais e, muitas vezes, acabavam interrompidas pela polícia.

Em 1867, John Chambers criou novas regras, sendo a mais importante a obrigatoriedade do uso de luvas, que tornou os combates mais longos e estratégicos. Nos primeiros Jogos Olímpicos Modernos, em Atenas, o boxe não foi incluído por ser considerado muito perigoso.

Na edição de 1904, em Saint Louis, graças à popularidade da modalidade nos Estados Unidos, foi disputado pela primeira vez. Em 1912, em Estocolmo, não participou novamente dos Jogos por ser proibido pela lei sueca, mas voltou definitivamente em 1920, na Antuérpia, Bélgica.

No mesmo ano, as federações de Inglaterra, França, Bélgica, Brasil e Holanda criaram a Federação Internacional de Boxe Amador.

O boxe no Brasil
Em 1913, travou-se a primeira luta de boxe no Brasil, uma exibição realizada em São Paulo, entre um ex-boxeador profissional que fazia parte de uma companhia de ópera francesa e o atleta Luis Sucupira, conhecido como o Apolo Brasileiro em razão de seu físico avantajado.

Derrotado, o brasileiro reconheceu que a técnica pode superar a força e tornou-se um grande entusiasta do esporte, sendo seu primeiro grande divulgador. Sucupira era médico e filho de conceituada família, seu apoio contribuiu para atenuar o preconceito contra o boxe, que seria um esporte para pessoas sem educação.

A real divulgação iniciou apenas em 1919, com Goes Neto, um marinheiro carioca que havia feito várias viagens à Europa, onde aprendeu a boxear. Em 1919, Goes Neto retornou ao Brasil e resolveu fazer várias exibições no Rio de Janeiro. Um sobrinho de Rodrigues Alves, então presidente da República, viu as lutas e se tornou grande fã do esporte.

O apoio de Rodrigues Alves facilitou a difusão do boxe e começaram a surgir academias. Entre os grandes pugilistas brasileiros, destacam-se Servílio de Oliveira, bronze nos Jogos do México, Miguel de Oliveira, campeão do mundo, Éder Jofre, campeão mundial em duas categorias, e, mais recentemente, Maguila e Acelino de Freitas, o Popó, que ajudaram na repopularizarão da modalidade no País.

Fonte: Associação Internacional de Boxe | Confederação Brasileira de Boxe

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